sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Trailer que não diz e que não quer dizer nada

Acho que a mínima função de um trailer é mostrar como o filme vai ser, pelo menos dar um gostinho de como será a obra. Se não, pelo menos o trailer pode se dar o trabalho de contar a sinopse do filme. Entretanto existe um outro gênero de trailer, que eu chamo de "trailer nada". É um trailer que não diz e que não quer contar nada.

Do ponto de vista estratégico é interessante, por que se houver algo que chame a atenção, eventualmente o público vai querer assistir o filme. Mas, e o espectador atento que percebeu que o trailer não conta droga nenhuma? Ah... esse vai ficar de fora, e provavelmente não vai perder muita coisa. Provavelmente o filme realmente é um O Portal do Paraíso (Heaven's Gate, Michael Cimino, 1980) da vida.

Um exemplo perfeito de "trailer nada" é o de Os Famosos e os Duendes da Morte (Idem, Esmir Filho, 2009). O filme causou um certo reboliço, era candidato ao Oscar 2011, e pela primeira vez eu conseguir ver um filme brasileiro sem ter uma câmera à lá Lars Von Trier. O filme parece ter um conteúdo filosófico, algo meio Terrence Malick, Charlie Kaufman. Aliás, pelo trailer, parece que eles emularam a todo instante o jeito Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças de ser. Cidadezinha isolada, clima frio, mangas compridas, fotografia gélida de tom azulado... mas, qual a droga da história?



Por Victor Bruno

2 comentários:

eu assiti esse filme numa sessão do cinecult aqui de aracaju. Fiquei curioso porque muita gente que já o havia assistido estava criticando-o, afirmando que o filme era péssimo.

e pior que eu não consegui desenvovler quase nenhum raciocínio a respeito do filme. Nem me arrisco a dizer se é bom ou é ruim. Creio que está mais pra bom do que pra ruim.. posso dizer talvez que é interessante... se eu fosse arriscar, arriscaria no positivo.

A história se baseia na vida desse adolescente ae, como voce mesmo falou de cidadezinha do interior, algumas crises existenciais contemporâneas - se é que se pode chamar disso - e amorosas. Um tanto excêntrico talvez.

A trilha sonora sim, ouvi muitos elogios, bob dylan,etc.

gostei pelo fato dele ser diferente do filme brasileiro atuais, mais realmente quase ninguem entende nada, acho que se ele não tentase ser artistico/cult demais, e tivesse um roteiro mais esplicito, seria muito melhore conquistaria o publico

pelo que entendi é de um joven de cidade do interior que é apaixonado por uma garota q se suicidou, se jogando da ponte, onde aparentemente o pai dele tb o fez, e resumindo ele acha que o fim dele é na ponte tb, e fica todo o drama nisso

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