Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 (crítica II)

Para Victor Bruno, a última parte da saga de Harry Potter não é nada demais, nem nada de menos. Apenas o suficiente

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

A saga de Harry, Hermione e Ron chega ao fim e Douglas Braga não gosta nada da sua conclusão

Especial David Fincher: A Rede Social

Na última parte do Especial, relembre o que Victor Bruno escreveu sobre A Rede Social, mais recente filme de David Fincher

Especial David Fincher: O Curioso Caso de Benjamin Button

Victor Bruno faz uma análise de O Curioso Caso de Benjamin Button, no penúltimo filme comentado neste especial

Especial David Fincher: Zodíaco

O nosso especial sobre David Fincher continua com Douglas Braga falando sobre Zodíaco, mais um thriller investigativo do norte-americano

terça-feira, 5 de julho de 2011

Beyoncé confirmada em remake de Nasce uma Estrela

O anúncio foi feito pela própria cantora
E lá vai: Durante uma entrevista concedida para o programa Good Morning, America, a cantora pop Beyoncé (foto) confirmou sua participação na próxima produção do premiado diretor e ator Clint Eastwood (Menina de Ouro, Gran Torino), que será um remake de Nasce uma Estrela.

Enquanto a cantora falava do seu novo álbum, 4, Beyoncé comentou sua participação no filme e suas primeiras impressões sobre o diretor Eastwood:

“Quando me encontrei com ele, estava em estado de graça. Eu estou tão, tão feliz que ele acredita em mim. Mal posso esperar para fazer este filme.”

Os primeiros rumores, como bem lembra o site TotalFilm em seu artigo sobre a confirmação de Beyoncé, saíram em janeiro, junto com um suposto envolvimento do ator Leonardo DiCaprio no projeto. DiCaprio, vale lembrar, é a estrela do novo filme de Eastwood, J. Edgar, que chega aos cinemas em outubro deste ano, enquanto Nasce uma Estrela só tem previsão para o ano que vem.

Esta é a terceira vez que A Star is Born será refeito. O filme original data de 1934, e foi estrelado por Janet Gaynor. Ganhou revisões em 1955, quando foi estrelado por Judy Garland, e em 1976, com Barbara Streisand no papel principal.

Assim como estão dizendo por aí, é Beyoncé cada vez mais próxima de levar um daqueles homenzinhos dourados para casa.

Por Victor Bruno
05/07/2011

Gostou da escolha de Eastwood? Acha que DiCaprio topa? Comente!

John Malkovich em Siberian Education

Ator estrelará filme do diretor de Eu Não Tenho Medo

O ator John Malkovich foi anunciado hoje como a estrela de Siberian Education, novo filme de Gabriele Salvatores, baseado no best-seller autobiográfico de Nicolai Lilin, Educação Siberiana (disponível no Brasil pela Alfaguara).

Malkovich interpretará o papel de Kuzja, um senhor que ensina ao seu neto Kolyma (interpretado pelo lituano Arnas Fedaravicius), as regras do crime “honesto” na região da Tranistria, um ponto perdido no Leste Europeu, entre a Moldova e a Ucrânia.

Educação Siberiana, um sucesso de vendas em todo o planeta, é um conto autobiográfico que se estende por dez anos – a história começa em 1985 e termina em 1995 – e cobre a infância e a adolescência do seu autor. Baseado em suas próprias experiências no universo criminoso daquele lugar, Lilin mostra como o crime na Tranistria é cheio de códigos de ética e honra – seguidos à risca.

O roteiro é de autoria do próprio diretor Salvatores, com a colaboração de Stafano Rulli e Sandro Petraglia. O filme ainda não tem previsão de estréia.

Por Victor Bruno, com informações do TotalFilm.com e da Variety
05/07/2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Especial: David Fincher

Na mais recente cerimônia do Oscar, no último dia 27 de fevereiro, todos os olhos estavam virados para o palco onde ocorreria a principal premiação da indústria cinematográfica do ano. Entre os indicados ao prêmio de Melhor Diretor estava David Fincher, com o seu indefectível A Rede Social (The Social Network, 2010) a ser exibido como um dos filmes mais relevantes no cenário do cinema americano desde o clássico de Orson Welles Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941). Nada mau para alguém que ainda criança já sonhava em um dia concretizar idéias através da arte. E é através deste especial do Ornitorrinco Cinéfilo que mostraremos a trajetória desse homem que é hoje considerado um dos maiores diretores americanos da atualidade.

David Leo Fincher nasceu no dia 28 de agosto de 1962, em Denver, Colorado. Ainda bem novo mudou-se para Marin County, na Califórnia. Durante a infância já possuia uma fascínio pela arte e passava todo seu tempo livre dando forma a suas idéias mais abstratas através de desenhos, esculturas, pinturas e, posteriormente, filmes. Ganhou de seu pai, Jack Fincher (1929 - 2000) uma câmera 8 milímetros, com a qual passou a se interessar ainda mais por vídeos e imagens, começando assim a filmar seus primeiros projetos. A paixão definitiva pelo cinema se deu quando viu pela primeira vez o filme de George Roy Hill, Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid, 1969), decidindo por fim que cedo ou tarde seguiria carreira no ramo.

Sua primeira oportunidade de trabalhar com o que gostava surgiu com uma vaga na fábrica de sonhos de George Lucas, a companhia Industrial Light and Magic, com apenas 19 anos. Lá ganhou experiência ao participar na produção de grandes blockbusters, como Star Wars Episódio VI - O Retorno de Jedi (Star Wars Episode VI - Return of Jedi, 1983), e Indiana Jones e O Templo da Perdição (Indiana Jones and the Temple of Doom, 1984), entretanto, sua notória personalidade rebelde e antissocial levou-o a pedir demissão. Entretanto, a experiência lhe rendeu uma grande gama de conhecimento sobre o funcionamento e a importância dos efeitos especiais, que marcaria o resto do seu trabalho.

No entanto, surgia com a década de 1980 novas tendências no que diz respeito aos clipes musicais, ocasionadas pelos sucessos meteóricos de artistas como Maddona e Michael Jackson. Levado pela tendência, Fincher começou então a dirigir comerciais televisivos e clipes musicais, uma das fases mais rentáveis de sua vida. Além de ter dirigido um documentário sobre o cantor Ricky Springfield, The Beat of a Live Drum, David Fincher produziu e dirigiu propagandas para marcas poderosas, como Nike, Coca-Cola, Pepsi, Chanel, Levi's, Heinekin e Sony, entre outras. No campo musical, dirigiu clipes de Maddona, The Rolling Stones, Michael Jackson, Aerosmith e Billy Idol, entre outros.

Comercial de Fincher para a Levi's, em 1996

Não satisfeito com seu sucesso, no início da década de 1990 Fincher queria mesmo era dirigir um longa metragem com toda a liberdade desejada. Como já havia acumulado experiência no ramo do cinema quando trabalhou na Industrial Light and Magic, além de carregar consigo uma grande bagagem como diretor de clipes e comerciais, não foi difícil encontrar um projeto para ser desenvolvido na poderosa 20th Century Fox. Era uma época em que novos diretores estavam aparecendo em enxurrada, todos com idéias promissoras, incentivando assim a decisão radical de Fincher em aceitar dirigir Alien 3 (Alien 3, 1992), uma grande produção comercial muito esperada pelos fãs da franquia e protagonizada por ninguém menos que Sigourney Weaver. Infelizmente foi uma estréia desastrosa. Fincher não conseguia se entender com os produtores executivos da Fox, em especial por causa do roteiro inacabado e rasteiro, o que acabou afetando a divulgação do material, caindo no desgosto dos críticos e, pior ainda quando se trata de uma produção comercial, foi um fracasso nas bilheterias.
No set de Alien 3

"[Depois de ter dirigido Alien 3] eu gostaria mais de ter pego um câncer de cólon a fazer outro filme." - David Fincher

Desanimado com essa primeira experiência, Fincher voltou para o ramo musical na direção de clipes. A chance de recomeçar veio em 1995, durante uma época turbulenta da vida pessoal de Fincher, que estava se divorciando de sua esposa Donya Fiorentino depois de cinco anos de casamento, com quem tinha uma filha de apenas um ano de idade. Seven - Os Sete Crimes Capitais (Se7en, 1995) era apenas uma aposta não muito garantida, mas tinha muitos pontos a seu favor. Apesar de uma produção relativamente conturbada que lhe rendeu - novamente - dores de cabeça com os produtores, que questionavam a rentabilidade de um filme com um tom tão soturno, Fincher não teve muitos problemas. O elenco contava com nomes de peso, como Brad Pitt (um astro em ascensão descomunal na época), Morgan Freeman, Kevin Spacey e Gwyneth Paltrow. A trama era de simples narrativa, mas com enredo um tanto complexo, e tinha a chance de revolucionar os suspenses de serial killer. A direção estilosa de Fincher, que viria a se tornar sua marca registrada, em cima de um roteiro bem escrito resultou num enorme sucesso de crítica e público, colocando o cineasta no mapa rapidamente.

As portas se abriram, mas Fincher ainda não havia achado maturidade o suficiente na hora de escolher seu próximo projeto. Passável e até hoje desconhecido por muitos, Vidas em Jogo (The Game, 1997) tem exatamente em sua essência o que Fincher costuma se interessar, mas estava tão rodeado de expectativas, além de um elenco de peso que chamava a atenção, que o resultado acabou sendo insatisfatório. O público não embarcou muito bem na proposta e a genialidade atribuida antes por muitos críticos ao cineasta estava agora sendo contestada.


Mas Fincher se recuperaria (e como!) de sua escorregada com o até hoje polêmico e divisor de opiniões Clube da Luta (Fight Club, 1999). Mais uma vez dirigindo Brad Pitt e contando com a presença do talentoso Edward Norton, Fincher agora estava na posição de fazer um tipo de ensaio conclusivo sobre o fim da década e sobre o final do milênio que se aproximava, num filme repleto de violência e críticas mordazes à nossa sociedade consumista e vazia. A crítica se dividiu totalmente, a bilheteria não foi tão alta quanto o esperado, o público se assustou com os personagens de Pitt e Norton e o resultado todo no meio desse furacão foi um filme decisivo e até hoje cultuado como um clássico moderno. Foi chamado de reacionário por causa da obra e foi polêmico ao responder que a essa afirmação significava falta de inteligência por parte da imprensa. E foi através de Clube da Luta que Fincher começou a se impor e não permitir que produtores interferissem em seus filmes, como aconteceu na hora de escalar o elenco. Winona Ryder era a atriz cotada para viver Marla Singer, mas o cineasta foi de contra a decisão e exigiu Helena Bonham Carter no papel. Apesar de ser uma situação pequena em comparação com tudo o que engloba esse filme, foi uma importante forma de Fincher se impor como um diretor de idéias próprias que não se deixava levar por imposições exteriores de quem quer que fosse.

O início da década passada, depois de uma irregular década de 1990, tinha implicações grandes quanto ao futuro de Fincher que, apesar de ter se mostrado talentoso e relevante, ainda não era considerado uma aposta certeira em Hollywood. Ignorando o fato e juntando suas próprias forças para seguir em frente com sua carreira, o cineasta deu mais motivo para especulações sobre seu futuro ao lançar O Quarto do Pânico (Panic Room, 2002), com Jodie Foster e Forest Whitaker. Apesar do sucesso gigante de bilheteria, a trama foi considerada genérica e apenas regular pela crítica. Fincher, por outro lado, estava muito satisfeito e considera hoje este um dos filmes seus que mais o satisfaz.

Passaram-se cinco anos até o novo lançamento do diretor, o que significa uma eterniadade para os padrões de Hollywood e poderia ter resultado na indiferença de todos diante seu retorno. Mas, felizmente, não foi isso o que aconteceu. Realizando seu primeiro sucesso de crítica desde Seven, o cineasta ressurgiu com o aclamado Zodíaco (Zodiac, 2007), um filme baseado na história real de um serial killer americano. Mais uma vez Fincher mostrou talento e apuro técnico ao comandar filmes com essa temática e presenteou o público com um trabalho de mais de quase três horas horas que não perde o fôlego em momento algum, coisa rara de acontecer em um suspense. Baseado inteiramente em detalhes, o filme é uma das maiores provas do perfeccionismo do diretor - embora mais contido e discreto - e expõe sem nenhuma dúvida o estilo técnico sempre presente em sua filmografia (cores frias, ângulos baixos, fundos desfocados em relação aos personagens bem centralizados, etc). Embora não tenha arrecadado uma bilheteria satisfatória, contribuiu em muito para que Hollywood passasse a respeitar Fincher e todas as suas exigências, que iam crescendo cada vez mais de acordo com a experiência e popularidade que o cineasta ia acumulando.

Seu projeto seguinte é exatamente o oposto de Zodíaco. Com um orçamento milionário e uma estética excessivamente caprichada, O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, 2008) é um dos trabalhos que mais fogem do estilo de Fincher. Baseado num conto de F. Scott Fitzgerald, o cineasta conseguiu realizar uma obra de inacreditáveis duas horas e quarenta e sete minutos. Apesar da duração excessiva ser quase que obrigatória na filmogrfia de Fincher, ela não foi muito bem compreendida aqui e o resultado, para variar, é contraditório. Uns amaram e outros detestaram esse filme que por vezes recorre a sentimentalismos e clichês do drama, mas que por outro lado é um primor técnico invejável. De uma forma ou de outra, Benjamin Button é uma obra que se encaixa mais nos padrões de Hollywood na hora de indicar filmes ao Oscar, e Fincher recebeu assim sua primeira nomeação, embora tenha perdido a estatueta para Danny Boyle. Agora mais conceituado e com uma indiação ao Oscar no currículo, o diretor adquiriu uma confiança ainda maior em seu talento, que o levou a produzir um projeto ambicioso e revolucionário.

Como já mencionado, A Rede Social foi aclamado como um clássico moderno e sua arrecadação foi gigantesca. Escolher a internet como tem central, ligado a uma história verídica, foi o necessário para Fincher fazer um balanço da década de 2000, assim como havia feito o mesmo com Clube da Luta. Seu prestígio aumentou e seu nome subiu mais um degrau em direção ao Olimpo dos diretores mais importantes de Hollywood. Embora não tenha levado a estatueta de Melhor Diretor, nem de Melhor Filme, todos sabem que Fincher era o grande destaque da noite.

Nesse meio tempo desde que começou a fazer sucesso em Seven até se conceituar com A Rede Social, Fincher rejeitou diversos projetos que foram posteriormente colocados em prática por outros cineastas. Entre eles estão Dália Negra (The Black Dahlia, Brian De Palma, 2006), Missão: Impossível 3 (Mission: Impossible III, J.J. Abrahams, 2006), Homem-Aranha (Spider-Man, Sam Raimi, 2002), Prenda-me se For Capaz (Catch Me If You Can, Steven Spielberg, 2002), Batman Begins (Batman Begins, Christopher Nolan, 2005) e Confissões de uma Mente Perigosa (Confessions of a Dangerous Mind, George Clooney, 2002), além de ter sido cotado para a direção de Hannibal (Hannibal, Ridley Scott, 2001).

Os filmes preferidos de David Fincher, para quem tem curiosidade de saber, são Butch Cassidy, Janela Indiscreta (Rear Window, 1954), Muito Além do Jardim (Being There, 1979), Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, 1962), Dr. Fantásico (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, 1964), (8½, 1963), Alien, O Oitavo Passageiro (Alien, 1979), Loucuras de Verão (American Graffiti, 1973), e Cidadão Kane.
De temperamento forte e dono de uma maneira bem peculiar de filmagem, David Fincher já é um nome a ser considerado no mundo do cinema. Sua trajetória de vida, quase inteiramente dedicada a arte, é um indício de todo seu potencial de crescimento. Seu próximo projeto, prometido ainda para estrear esse ano nos Estados Unidos, tem de tudo para ser um enorme sucesso e contará com a presença de nomes como Daniel Craig e Christopher Plummer. Se será bom ou não, só o tempo dirá, mas isso já não importa mais. O que ele fez pelo cinema até hoje já está acima da média e já pode ser considerado inesquecível.

Filmes criticados neste Especial:

Seven (Seven, 1996), por Heitor Romero
Vidas em Jogo (The Game, 1997), por Victor Bruno
Clube da Luta, por Daniel Borges
O Quarto do Pânico, por Heitor Romero
Zodíaco, por Douglas Braga
O Curioso Caso de Benjamin Button, por Victor Bruno
A Rede Social, por Victor Bruno 

Por Heitor Romero
01/07/2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Biografia: Tennessee Williams

No aniversário de Tennessee Williams, o Ornitorrinco Cinéfilo prepara um especial com sua contribuição ao cinema americano


Dono de um invejável currículo na literatura, no teatro e no cinema, Tennessee Williams pode ser considerado hoje um dos dramaturgos mais aclamados e bem sucedidos do século XX. É um dos poucos a terem realizado a façanha de ter levado para casa dois prêmios Pulitzer, um Tony e duas indicações ao Oscar. Também foi eternizado pela crítica como um dos autores mais influentes de sua geração e o de maior relevância numa época marcada por censuras e barreiras. Seus textos afiados, marcados por diálogos inteligentes e por duplos sentidos, elevaram a dramaturgia americana a um nível de refinamento e força acima do esperado e, graças a eles, que hoje podemos contar com uma liberdade de expressão tão necessária no terreno das artes cênicas.

Nascido Thomas Lanier Williams em 26 de março de 1911 na cidade de Columbus, no Mississippi, ele nunca teve uma relação fácil com seus familiares. Seu pai, Cornelius, era um ex integrante do exército alcoólatra, que descontava na família toda sua raiva com a vida, em especial com Tennessee, além de ser suspeito de tentar abusar sexualmente de sua filha. Sua mãe tinha transtornos sérios de personalidade e sua amada irmã, Rose, com que mais tinha apego, era portadora de esquizofrenia, sofrendo uma lobotomia ainda muito nova, o que acabou deixando-a incapacitada. Depois de crescido, tímido e reprimido, ele acabou se descobrindo homossexual quando foi obrigado a servir no exército, na mesma medida que foi descobrindo uma vontade incontrolável de escrever histórias, que geralmente se focavam em dramas familiares similares aos seus. A partir de então foi seguindo seu próprio caminho até ganhar reconhecimento com suas peças e se tornar quem nós conhecemos hoje.

Casa da família Williams, em Columbus
Apesar de bem resumida, essa pequena introdução sobre a vida de Tennessee é o suficiente para entendermos os fatores que influenciaram todas as suas obras. Temas como alcoolismo, doenças mentais, relações familiares, abusos sexuais, traumas emocionais e homossexualismo estão sempre presentes em seus textos, todos inspirados em sua própria trajetória de vida. Também muito recorrente nas peças do dramaturgo são personagens femininas fortes, que geralmente representam seu alter ego, e personagens masculinos bem moldados num estilo "machão" (fortes, brutos, sensuais e fechados), como um tipo de representação daquilo que o atraía fisicamente (certa vez ele confessou a seu amigo Gore Vidal, um escritor conceituado, que jamais poderia escrever uma peça sem um personagem pelo qual sentisse desejo). Usando esses dois tipos mais básicos como base na hora de criar suas tramas, ele apenas incluía o âmbito familiar para dar um toque teatral para a obra, não sem antes encher seus trabalhos de simbolismos críticos na hora de amenizar o conteúdo escandaloso que geralmente acompanhava as premissas.

Tendo em mente o estilo único do dramaturgo, podemos então entender o impacto de seus textos quando adaptados para o cinema americano ultra moralista das décadas de 1950 e 1960. Analisar brevemente cada uma dessas obras é uma forma que a equipe do blog encontrou de homenagear esse grande nome. Comecemos então na ordem cronológica dos principais filmes lançados com o roteiro baseado em alguma obra de Tennessee Williams. O primeiro deles, e o melhor de todos, é Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire, 1951).

Williams (à esquerda) e Kazan
O próprio Williams assinou a adaptação e o roteiro para esse filme de Elia Kazan, que já havia feito sucesso na Broadway nas mãos do diretor. O dramaturgo e o diretor tinham uma grande sintonia artística e conseguiram repetir o sucesso nas telonas, mesmo tendo de ajustar alguns detalhes em função da censura (não que eles tenham alterado drasticamente a trama, apenas "maquiaram" melhor os elementos mais "intensos"). Marlon Brando, inclusive, foi descoberto nessa época ao ganhar o papel de Stanley Kowalski na peça, e foi contratado para repetir a performance no cinema, o que lhe valeu sua primeira indicação ao Oscar. A trama gira em torno de Blanche DuBois (Vivien Leigh), uma mulher de meia idade que vai passar uma temporada na casa de sua irmã Stella (Kim Hunter) e de seu cunhado Stanley. Emocinalmente frágil e repleta de segredos ocultos em sua imagem glamorosa, Blanche é uma representação da decadência da aristocracia sulista, que vai de contra o caráter agressivo e brutal de Stanley, um tipo de personagem que encarna em suas características tudo o que envolve o desejo sexual feminino, incluindo suas contradições. Numa mistura selvagem de tensão sexual com tensão familiar, o embate desses dois personagens se revela um exemplo típico do que agradava Tennessee: uma personagem feminina abalada e traumatizada, que fica à mercê de um homem irracional, mas que ainda assim emite um tipo de atração incontrolável nela. Aproveitando a deixa, Kazan guiou seus atores principais de modo que incluíssem em suas performances um berrante contraste entre o jeito tradicional de atuar em Hollywood (Vivien Leigh abusa dos gestos exagerados, da maneira de se mover teatralizada e do tom melodramático tão comum e artificial nas produções da Velha Hollywood, como forma de mostrar que aquilo estava tão decadente quanto sua personagem) com uma maneira nova de transmitir emoções (Marlon Brando rompe barreiras e dá realismo ao seu personagem, mudando para sempre a tradição cênica do cinema americano e jogando longe aquele estilo mais caricato e forçado dos personagens masculinos da época). O filme foi um sucesso e rendeu à Williams uma indicação ao Oscar de Roteiro, além de inúmeras outras indicações (Vivien Leigh, Kim Hunter e Karl Malden saíram da cerimônia com certa estatueta dourada nas mãos).

Depois foi a vez de uma das peças mais fracassadas de Williams ganhar vida no cinema. A Rosa Tatuada (The Rose Tatoo, 1955) é um filme feito com a intenção de reinventar uma história que já não tinha dado certo nos palcos. Williams mais uma vez se responsabilizou com o roteiro e o resultado foi incrível, embora tenha caído totalmente no esquecimento. A história é sobre Serafina (Anna Magnani), uma costureira viúva que, enquanto conserta a camisa do caminhoneiro Álvaro (Burt Lancaster), vai mantendo uma conversa cada vez mais intensa com seu cliente, que alcançará proporções inimagináveis. Mais ameno e longe dos costumeiros dramas profundos do autor, essa história se faz valer por sua sutileza e inteligência, pois vai ganhando uma importância gradual, apenas na base de diálogos. O talento apurado dele em escrever falas nunca foi tão bem exibido quanto nessa obra, ofuscando totalmente a direção iniciente e trôpega de Daniel Mann. Mais uma vez o Oscar reconheceu o valor da história e premiou a atriz principal (que soube muito bem aproveitar sua personagem bem contruída), além de outras categorias secundárias também terem levado a estatueta (inclusive foi indicado a Melhor Filme, embora não tenha vencido).

A segunda parceria nos cinemas entre Tennessee e Kazan se deu logo em seguida com o até hoje inexplicável Boneca de Carne (Baby Doll, 1956). Desta vez guiado por um personagem masculino, o filme não apresenta as características mais marcantes no estilo de Williams, embora haja uma personagem feminina essencial, um tipo de coadjuvante de luxo. Baby Doll Meighan (Carroll Baker) é a tal personagem, que é usada como um objeto num jogo de conflitos de negócios entre seu marido Archie (Karl Malden) e o falido Silva Vacarro (Eli Wallach). Sem conseguir definir ao certo o objetivo dessa história, Kazan se perde no texto denso e difícil de Williams, de modo que a trama parece nunca decolar. Temas distintos como adultério e conflitos empresariais se chocam e nenhum consegue assumir a liderança, de forma que o roteiro bem cosntruído acaba sendo prejudicado. Baby Doll, que era para ser uma personagem folgosa e dúbia, acabou virando um tipo de vadia a ser usada como mero objeto sexual, fugindo da intenção inicial do autor da peça. Isso não foi problema para Tennessee, que recebeu mais uma vez o prestígio de ser indicado ao Oscar por esse trabalho. Mesmo que a obra tenha sido nomeada em outras categorias, não levou nenhuma e não é exatamene do tipo memorável. 
Em 1958 foi lançado então um dos filmes mais famosos baseados em uma peça de Williams, embora seja também aquele que o dramaturgo mais destestou. Ao contrário dos outros filmes já mencionados, neste o dramaturgo não participou na composição do roteiro, que ficou a cargo de James Poe e Richard Brooks, que também é o diretor. Gata em Teto de Zinco Quente (Cat on a Hot Tin Roof, 1958) é hoje uma das obras mais importantes e mais aclamadas pelos críticos de cinema. Talvez isso se dê, mesmo com a desaprovação de Tennessee, pelo fato de ser uma das tramas que mais imprimem o jeito dele em criar situações baseadas em dramas familiares. Depois de um começo exagerado e excessivamente teatral, a obra vai ganhando uma densidade assustadora e os personagens vão sendo desvendados de uma tal maneira que o final se torna um verdadeiro palco para um inesquecível clímax. A trama aborda a vida do casal Maggie (Elizabeth Taylor) e Brick Pollitt (Paul Newman), que passam por uma crise conjugal cujo o motivo é um verdadeiro mistério para o público. O que sabemos é que Brick evita Maggie e sente repulsa por ela, que, por sua vez, sente um enorme desejo sexual pelo marido, mas não é correspondida. Para piorar, tudo isso ocorre durante o dia da comemoração do aniversário do pai de Brick, o patriarca que está prestes a morrer e que deixará sua fortuna para um de seus dois filhos. Aos poucos esse drama vai dando espaço para um verdadeiro suspense em volta do passado de todos ali e temas como homossexualismo ganham um tipo de atenção discreta, porém decisiva. Mais uma vez podemos ver um personagem masculino durão e alcoólatra, uma protagonista sexy e dúbia, a suspeita de um personagem ser gay e um drama familiar pesado: tudo o que Tennessee mais amava escrever. Gata em Teto de Zinco Quente também marca a primeira vez de Elizabeth Taylor numa produção baseada numa peça de Williams, que depois repetiria a dose inúmeras vezes, sendo a atriz que mais protagonizou as personagens centrais escritas por ele no cinema. O filme foi indicado a seis Oscar, inclusive de Melhor Filme e Melhor Atriz.

Um dos menos conhecidos e também mais dispensáveis de todos talvez tenha sido este seguinte, Vidas em Fuga (The Fugitive Kind, 1959). Marlon Brando repete aqui a parceria com Tennessee, que também assina o roteiro, e o grande Sidney Lumet se encarrega da direção. Brando vive Valentine Xavier, um músico itinerante, que pela primeira vez decide se instalar fixamente numa pequena cidade próxima a New Orleans. Neste lugar ele se envolverá com uma mulher casada e tentará esquecer de seu passado nebuloso. Agora guiada por um homem, essa história talvez seja a mais diferente de Williams na composição dos personagens, já que nenhuma mulher da trama tenha força o suficiente para competir com Brando. Por outro lado, é a história que mais representa o estilo do escritor na hora de escolher seus cenários. Tennessee nunca gostou muito de escolher a elite na hora de montar seus textos, e sim lugares mais pobres, como New Orleans, repletos de casebres decadentes e gente humilde vivendo conflitos por detrás dessas construções aparentemente inofensivas. A pobreza, o som de jazz (estilo musical que sofria preconceito na época por ser mais tocado pela população negra), a fumaça, os bares, as ruelas, a típica periferia era um tipo de simbolismo em volta da situação miserável, mas não menos empolgante e pulsante, de seus personagens. Dentro desse tipo de território suas histórias fluiam melhor e seus resultados eram mais satisfatórios.

Hepburn no set de De Repente, No Último Verão
De Repente, No Último Verão (Suddenly, Last Summer, 1959) é, com certeza, o filme mais definitivo a respeito da obra de Tennessee Williams. Se alguém quiser um dia entender tudo o que envolve a obra do dramaturgo, encontrará neste filme/peça todos os elementos mais usados por ele, sem excessões. É também nele que podemos encontrar as maiores referências da vida pessoal de Tennessee, já que cada personagem presente representa um membro da família dele. A trama é forte e pesada, carregando em si elementos difíceis que geralmente nunca dividem espaço numa mesma obra. Elizabeth Taylor, mais linda e talentosa do que nunca, encara o difícil papel de Catherine Holly, uma garota que sofre um trauma enorme depois de uma viagem à África, em que vê seu amigo, por quem era secretamente apaixonada, ser devorado por nativos. O tal amigo, na verdade, era gay e flertou com tais nativos, desencadeando assim a tragédia. Agora de volta para casa ela acaba bloqueando esse episódio de sua memória e praticamente enlouquece. Sua rica tia, Violet Venable (Katharine Hepburn), temerosa de que Catherine conte para alguém o ocorrido, contrata o neurologista Dr. Cukrowicz (Montgomery Clift) para realizar na moça uma lobotomia. No entanto, o médico acaba se interessando verdadeiramente pelo passado de Catherine e decide ajudá-la sem o procedimento cirúrgico que certamente a deixaria incapacitada. Temos aqui um conjunto de tudo que fez da vida de Williams ser como era: ele escreveu essa trama logo após uma desilusão amorosa com uma mulher e, por causa disso, se descobriu homossexual. Depois temos a personagem de Catherine, que representa Rose, a irmã de Tennessee, que também era taxada de louca e sofreu uma lobotomia autorizada pelos próprios pais. Violet é um tipo de representação dos pais duros e insensíveis de Williams, que só se preocupavam com as aparências. E, por último, temos o neurologista, que representa a salvação de Caherine, aquele que acredita que ela não é louca e se apaixona por ela. Ele é aquilo que Tennessee gostaria que tivesse acontecido no seu caminho e no de sua irmã. O filme foi indicado em três categorias do Oscar, inclusive Katahrine Hepburn e Elizabeth Taylor competiram pela estatueta de Melhor Atriz.

Agora na década de 1960, um pouco menos moralista e taxativa, as obras menos ousadas de Tennesssee foram adaptadas para o cinema, já que as mais escandalosas já haviam sido. Por causa disso, podemos dizer que foram poucas as que realmente chamaram a atenção. Doce Pássaro da Juventude (Sweet Bird of Youth, 1962) foi a primeira da década, mas não possui a presença de Williams na adaptação do roteiro, que ficou por conta de Richard Brooks, o mesmo de Gata em Teto de Zinco Quente. Seu enredo se foca na vida de Chance Wayne (Paul Newman), um ator fracassado que volta para sua cidade natal para fazer um teste de elenco. Lá ele reencontra sua ex-namorada, Heavenly Finley (Shirley Knight) e seu passado com ela e coma cidade passa a ser revelado aos poucos. Williams também detestou essa adaptação, talvez por achar que Brooks não era um diretor capaz de adaptar suas histórias para o cinema. De fato, aqui os diálogos afiados do texto original não possuem tanta força, os conflitos são tantos que acabam se misturando numa coisa só e perdem assim sua emoção, e o elenco parece deslocado e pouco à vontade, contribuindo para uma total falta de química e sintonia entre eles. Paul Newman se destaca, mas quem levou a estatueta do Oscar foi Ed Begley, que interpreta um político, pai de Heavenly.

Richard Burton e Sue Lyon
Ninguém menos que John Huston foi o próximo diretor da fila a adaptar uma peça de Williams para o cinema, com o curioso A Noite do Iguana (The Night of the Iguana, 1964). Nele conhecemos o ex-reverendo Lawrence Shannon (Richard Burton), que guia um grupo de mulheres por monumentos religiosos no México. Lá, a adolescente Charlotte (Sue Lyon) insiste em tentar seduzir Shannon, que a repele imediatamente. No entanto, a mulher responsável por Charlotte, Judith (Grayson Hall), acredita que é o reverendo que está tentando seduzir a jovem, ligando imediatamente para que seu irmão juiz venha para o local e tome providências. Ciente disso, Shannon sequestra o ônibus e foge com todas as mulheres ali para uma pousada de sua amiga, Maxine (Ava Gardner). Para complicar ainda mais as tensões entre todos, surge também nessa pousada uma misteriosa mulher que aparenta ser uma vigarista fugitiva, Hanna (Deborah Kerr). A trama é muito complicada, cheia de personagens e parece que muda de objetivo a cada nova situação. O que a princípio parecia um enredo envolvendo um ex-reverendo tentando provar sua inocência diante de uma garota oferecida, acaba se encaminhando para uma sub trama ambientada em uma pousada cheia de gente estranha. Nesse meio tempo temas fortes como lesbianismo e mentira surgem de maneira inesperada. Ou seja, tudo vira um circo de histórias mescladas que não conseguem formar uma trama homogênea, de modo que o filme termina sem mostrar a que veio. Foi indicado em três categorias no Oscar, e levou a de Melhor Figurino em Preto e Branco.

A última participação de Tennessee na adaptação de um roteiro foi em O Homem que Veio de Longe (Boom, 1968), filme estrelado por Elizabeth Taylor e Richard Burton e dirigido por Joseph Losey. Aqui a trama foge bastante do convencional para o dramaturgo. Trata-se da vida de Sissy (Taylor), uma escritora que vive isolada numa ilha do mediterrâneo junto com suas empregadas. Doente e debilitada, ela passa seu tempo entre tomar injeções e montar sua biografia. Mas eis que surge no local o atraente Chris Flanders (Burton), um homem que tem o hábito de visitar mulheres morinbundas. Durante um jantar na casa de Sissy se desencadeará uma louca trama que terá o poder de mudar a vida de todos ali, principalmente com a presença de um vizinho conhecido pelo apelido de A Bruxa de Capri. Temos aqui um exemplar raro de Tennessee flertando com o suspense, numa obra que tem em sua essência a morte como tema principal. Trata-se de um ensaio sobre a forma como homens e mulheres encaram tanto a vida como a morte, e acaba sendo também como um tipo de requiém para Williams, que já não estava mais em forma e começava a rarear seus trabalhos. Interessante notar como ele usa a costumeria enxurrada de diálogos, mas desta vez para ressaltar gêneros diferentes do drama. Infelizmente, a vida de glamour e escândalos entre Elizabeth Taylor e Richard Burton acabou ofuscando o próprio filme, atraindo um público interessado em ver os astros contracenando juntos, mas não necessariamente interessado em compreender a trama.

Depois de O Homem que Veio de Longe, Tennessee Williams nunca mais voltou a aparecer nos créditos dos filmes como roteirista. Algumas obras depois desta, claro, usaram referências dos textos dele, como é o caso do mais recente Tesouro Perdido (The Loss of Teardrop Diamond, 2008), mas o que prevalece até hoje do legado dele são suas peças teatrais sendo reapresentadas constantemente nos mais conceituados palcos do mundo.

Infelizmente são poucos os roteiristas, e até mesmo dramaturgos, que possuem o cacife de Tennessee, principalmente no que diz respeito aos diálogos e a sutileza com que ele abordava seus temas principais, que geralmente eram tão fortes. Com o tempo os filmes foram desvalorizando os diálogos e favorecendo ações, de modo que o que mais podemos ver hoje são filmes de estética perfeita, mas completamente ocos em conteúdo. Uma ficção realmente boa precisa, antes de tudo, de um bom texto sendo proferido por personagens bem construídos (o que é mais ou menos a essência que o teatro procura manter, mas não os filmes). Por isso esse grande dramaturgo faz falta hoje em dia nas telonas, embora não tenha sido necessariamente um cineasta. De fato, são poucos os que participaram tão perifericamente no mundo do cinema e conseguiram marcar tanto como ele. Se no teatro, a grande arte pelo qual ele é lembrado, ele já fez milagres, não é de menos com o cinema, que embora não o tenha mais hoje, agradece sua existência diante de uma tão rica e improtante filmografia. Tennessee Williams morreu no dia 25 de fevereiro de 1983 sob circunstâncias misteriosas, o suficiente para eternizá-lo como lenda.

Por Heitor Romero
27/06/2011

Spike Jonze disponibiliza novo curta na web

O curta foi produzido em conjunto à banda Arcade Fire


Scenes from the Suburbs, novo curta-metragem do aclamado diretor Spike Jonze (de Onde Vivem os Monstros e Quero Ser John Malkovich), foi lançado hoje na internet. O curta, que dura aproximadamente 26 minutos, fala de um grupo de amigos que gostam de viver intensamente no seu bairro no subúrbio da cidade. Como estamos falando de um filme de Spike Jonze, claro que há um toque criativo, e aqui vai: O subúrbio está inserido num Estado totalitário, com militares e tanques de guerra e bombas e revistas acontecendo a todo instante.

O curta é baseado no álbum The Suburbs, da prestigiada banda Arcade Fire. Não por acaso, o vocalista Win Butler e seu irmão e parceiro de grupo, Will Butler, assinam o roteiro do filme, junto com o diretor Jonze. O Arcade Fire também é responsável pela trilha sonora.

O curta também estará presente na edição de luxo do filme, mas, ao menos agora, também pode ser assistido pelo site MUBI, clicando aqui.

Por Victor Bruno
27/06/11

Novo pôster de Abduction

Thriller é estrelado por Taylor Lautner

O sucesso de Abduction, thriller estrelado pelo “lobisomem” da franquia Crepúsculo, Taylor Lautner; é garantido. Claro que milhões de adolescentes amalucadas e em êxtase sairão correndo aos cinemas para na esperança de ver Jacob Black mais uma vez, antes de Amanhecer – Parte 2, que estréia ano que vem (2012 nunca pareceu tão distante...).

De todas as formas, o novo pôster de Abduction, que é dirigido por John Signleton (Shaft, Quatro Irmãos), foi divulgado hoje e aí ele está:


Abduction estréia nos Estados Unidos em 23 de setembro.

Por Victor Bruno
27/06/11

Michael Bay manda uma mensagem

Tal qual Terrence Malick, o diretor da franquia Transformers também tem mensagem aos projecionistas


Michael Bay, o comandante da franquia Transformers, também tem uma mensagem (ao lado, clique para ampliar) para os projecionistas quanto à exibição do novo filme da série – que dessa vez tem o subtítulo de O Lado Oculto da Lua.  Segue a tradução:
 
Tradução:
"Oi, eu sou Michael Bay, diretor de Transformers –

Caro projecionista,

Eu estou orgulhoso em ter você apresentando Transformers – O Lado Oculto da Lua. Nós trabalhamos duro para fazer esse ótimo filme em live action em 3D.

Para contra-atacar a recente mudança do público por ter sido enganado pelo aspecto escuro do 3D, nós inventamos vários processos de pós-produção nunca usados nesse formato de produção, para melhorar o aspecto, contraste e brilho e tornar as cores mais vibrantes.

É crítico que vocês projecionistas mostrem o filme em seus níveis de brilho especificados para os melhores resultados. Nós criamos uma nova versão “Platinum 6” de Transformers, para a melhor experiência em 3D, para ser projetada em 6-foot Lambert de luz (disponível apenas em cinemas certificados).

Nós estamos juntos nisso. Seus cinemas investiram muito dinheiro nesse equipamento e nós trabalhamos duro para entregar a melhor experiência possível. Os projecionistas são de suma importância, por que é a sua habilidade que define a experiência do público.

Vamos fazer o público acreditar de novo.

Com todo o respeito,

Michael Bay"

Bay também escreveu em seu blog (que, segundo o Deadline, tem mais fotos dele em premiéres ao redor do mundo mais do que qualquer outra coisa) uma mensagem aos fãs:

"Nota de agradecimento de Michael Bay
26/06/2011

Eu quero aproveitar a oportunidade para agradecer a todos os fãs ao redor do mundo por me deixar me divertir com a franquia Transformers. Essa tem sido uma maravilhosa oportunidade para ter trabalhado com cerca de 4000 membros da equipe de produção ao redor do mundo. Esses artistas são alguns dos melhores em todo o negócio do cinema. Eu estou honrado por ter tido sua colaboração ao meu lado. Nós tivemos uma ótima jornada.

O Lado Oculto da Lua tem algumas das seqüências mais tecnicamente desafiadoras já gravadas. E em 3D. Eu devo pedir a você que encontre o melhor cinema e veja este filme neste formato. O 3D foi um pensamento prévio, e não incluído após a produção desse filme. Eu estou muito feliz que Jim [James] Cameron e Steven Spielberg tenham me convencido a filmar nessa nova tecnologia. Nós usamos e inventamos muitas técnicas novas para tornar o 3D realista, brilhante e mais contrastado. Eu creio que os donos dos cinemas escutaram do seu público, respeitando as especificações dos projetores, e não escurecendo as lâmpadas deles para salvar dinheiro.

Muitos dos cinemas estão apresentando o filme no novo formato de som em 7.1, o que é incrível. Este é o mais complexo e intricado trabalho de som que eu e meu time de som vencedor do Oscar já fizemos. Eles realmente trabalharam duro para fazer esta maravilhosa experiência fílmica. Com sorte eu espero que vocês se divirtam tanto quanto nós nos divertimos enquanto fazíamos este filme.

Obrigado,
Michael Bay."

O Lado Oculto da Lua chega aos cinemas em 1 de julho.

Por Victor Bruno
27/06/2011

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